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Jogos digitais são coisa de menino? Três estudantes provam o contrário

06 set 2017

Se você é daqueles que passam várias horas por dia jogando videogame ou jogos pelo celular, já deve ter se deparado com a velha máxima de que jogos são coisa de menino. Por muito tempo isso foi um preconceito presente em rodinhas de amigos e nos inúmeros jogos online que povoam a internet. Felizmente esse cenário tem mudado e cada vez mais meninas e pessoas de todas as idades mergulham nessa paixão. Bora apertar o play?

O mercado de jogos digitais não para de crescer

Só em 2016, essa indústria faturou 99 bilhões de dólares. No brasil – décimo-primeiro colocado na lista de países com maior mercado nesse segmento –, o número é mais tímido: 1,6 bilhão de dólares. Mesmo assim, dados da Abragames revelam que 61 milhões de brasileiros são usuários de games eletrônicos.

No decorrer do curso, Suelem adquiriu muito conhecimento e paixão pela área.

Para Suelem Suemi Kuniyoshi, 20 anos, artista 3D e estudante do sexto período de Jogos Digitais na PUCPR, a beleza do curso de Jogos Digitais da PUCPR está na multidisciplinaridade. “Se você não tiver talento para arte, pode programar, planejar game design, level design e roteiro. Tem espaço para todo mundo, mas o estudante tem que ser esforçado, porque fazer jogos não é fácil”.

A mesma paixão de Suelem é compartilhada por Gilberto Taborda, que tem 47, é DBA na Bematech Totvs e especialista em banco de dados e está realizando o sonho de cursar Jogos Digitais na PUCPR. “Já no final dos anos 80 minha paixão eram os jogos. Meu primeiro computador pessoal foi um MSX e tive um Atari 2600”, fala Guilherme, que presenciou os primeiros passos da área de games no Brasil. “Não existiam cursos dedicados e a formação no exterior era mais complicada do que atualmente”, complementa.

Gilberto Taborda viu a indústria de games no Brasil nascer e crescer.

“Um curso que abre portas para o mercado”

É o que afirma Isabela Castro, 22 anos, artista 2D e estudante de Jogos Digitais na PUCPR. Isabela começou a desenvolver jogos em 2015, quando entrou na faculdade e depois disso não parou: iniciou um estágio na Oction, um estúdio de jogos especializado em jogos para treinamentos empresariais e simulações em realidade virtual. “Além do estágio faço parte da Sukafu Team, um grupo de amigos de faculdade que se reúnem para desenvolver jogos por hobby de forma independente”, afirma a estudante. “Também conheci pessoas talentosas, como nossos professores, que são influentes no mercado, participei de Game Jams, consegui meu primeiro emprego na área e participei da Brasil Game Show”, ressalta.

A PUCPR gerou muitas experiências importantes para Isabela na área de jogos.

Jogo também é coisa de menina sim!

Segundo Suelem, o público feminino dos jogos ainda é alvo de muito preconceito. Para ela, “nenhum gênero, raça ou orientação faz com que você seja pior em algo. Ainda que sejamos diferentes, podemos ser bem-sucedidos na área que escolhemos se nos esforçarmos bastante para isso”.

Embora não tenha sofrido nenhuma situação de machismo, Isabela concorda que não é difícil encontrá-lo no mundo dos games: “Vemos muito jogos com protagonistas femininas fortes e corajosas, mas ainda encontramos jogos com personagens femininas sexualizadas, roupas bizarramente curtas e corpos expostos de forma desnecessária. Felizmente, hoje vejo mais garotinhas jogando e mais pais as incentivando”.

O coordenador do curso de Jogos Digitais da PUCPR, Bruno Campagnolo, vê com bons olhos o perfil cada vez mais heterogêneo dos estudantes: “Temos desde um público que nunca desenvolveu um jogo sequer, até pessoas mais velhas, já inseridas no mercado de trabalho e querem complementar seus estudos por meio do desenvolvimento de jogos. Há uma riqueza de perfis diferentes no curso”.

Clássicos, independents ou AAA

Tem jogos para todos os perfis. Confira as recomendações dos nossos estudantes:

– Don’t starve together, Life is Strange e Kingdom Hearts são as indicações de Suelem.

– Quem curte jogos mais clássicos ou franquias antigas que estão sendo constantemente reinventadas tem que jogar Mario, Zelda, Metroid ou o novo Doom, recomendações do Guilherme.

– Se quiser indie games de plataforma, siga a indicação da Isabela e aventure-se em Hollow Knight, que “tem uma arte lindíssima e uma trilha sonora fantástica”.

Quer saber mais?

Então conheça o curso de Tecnologia em Jogos Digitais e mergulhe nos segredos de uma arte que não para de crescer.