6 usos da nanotecnologia e de novos materiais que parecem ficção científica

11 out 2017

O tecido das roupas que vestimos, os gadjets que utilizamos e os materiais do cotidiano que facilitam nossa vida diária um dia já foram novidades dignas de cinema. Com base em muitos estudos e testes e na aplicação de princípios observados na natureza, o homem vem remodelando a natureza para seu benefício e o da sociedade, com ajuda da nanotecnologia. No entanto, ainda que hoje a gente encare com menos ceticismo o surgimento de uma nova tecnologia, algumas universidades e centros de pesquisa conseguem revelar coisas que parecem saídas de filmes de filmes do Ridley Scott ou das irmãs Wachowski.

Confira 6 novas descobertas da nanotecnologia e de novos materiais que parecem ficção científica:

1 – Um nanochip que estimula o crescimento de novas células com um simples toque da pele

Já vista como uma revolução na Medicina, a técnica conhecida como “nanotransfecção de tecido” insere um nanochip sob a pele do paciente. Esse chip converte uma célula adulta de um tipo para outro por meio de uma pequena carga elétrica. Além de ser um procedimento não invasivo, os pacientes não precisam ficar com o chip permanentemente. O contato por apenas alguns segundos já é suficiente para a reprogramação das células. Embora ainda não tenha sido testado em humanos, os professores da Universidade Estadual de Ohio conseguiram 98% de êxito em ratos e porcos. (Fonte: IFL Science!)

2 – Nanopartículas que otimizam vacinas

Como criar imunidade para toda vida? Essa pergunta motivou quatro cientistas nos Estados Unidos a criar nanopartículas que imitariam vírus, garantindo essa imunidade. A inspiração serviu da vacina contra a febre amarela, que cria uma imunidade de até 10 anos por meio de apenas uma injeção. Criadas a partir de polímeros biodegradáveis que se assemelham a vírus no tamanho, as nanopartículas garantiram imunidade vitalícia a ratos e em breve poderão ser testadas em humanos. (Fonte: Dailytech)

3 – O papel de parede que carrega seu smartphone

E a tecnologia utilizada é mais simples do que você imagina: como o som transmite energia, uma startup chamada uBeam criou um transmissor que pega a energia elétrica e a converte em ultrassom. A partir daí, um receptor instalado nos smartphones capta esse áudio e o converte novamente para energia elétrica. Em resumo, você será capaz de carregar seu celular enquanto anda pela casa! A uBeam está utilizando essa tecnologia em papéis de parede, que no futuro poderão ser incorporados a qualquer ambiente e serem tão onipresentes quanto o wi-fi. (fonte: Gizmodo Brasil)

4 – Uma cola cirúrgica que fecha feridas em um minuto e descarta a necessidade de pontos

Uma parceria entre a Universidade de Sidney (Austrália) e a Escola Médica de Harvard (EUA) desenvolveu uma cola cirúrgica capaz de fechar ferimentos no tempo recorde de 60 segundos. Batizada como MeTro, a cola utiliza uma proteína humana chamada tropoelastina e pode ser utilizada tanto em ferimentos superficiais quanto no fechamento de órgãos. Além de ser menos invasiva, a cola cirúrgica diminui o risco de infecções e a necessidade de pontos. Apesar de a nova solução ainda não ter sido testada em humanos, os resultados com animais têm sido promissores e a ideia é que ela seja comercializada em até cinco anos.  (Fonte: University of Sidney)

5 – Um novo tipo de cerâmica que se reconstitui depois de esmagada

Criadas por uma equipe do Instituto de Tecnologia da Califórnia, essas pequenas cerâmicas “brotam” depois de serem até 50% esmagadas. Para isso, eles criaram uma rede de tubos ocos de cerâmica. As paredes desses tubos têm nanômetros de espessura, uma estrutura mais fina do que uma folha de papel. Apesar de finas, sua matéria-prima é o óxido de alumínio, um material mais forte do que o aço. Ao terem a espessura certa nas paredes do tubo, o material acaba se recuperando de um golpe. A invenção ainda não tem um uso prático, mas é possível que aviões e naves espaciais passem a utilizar essas telhas de cerâmica no futuro para suportarem o calor. (Fonte:  BBC)

6 – Bambus no lugar de aço e concreto

Ok, os bambus não são novos materiais e estão presentes na natureza há muito tempo, mas uma equipe do MIT está estudando como usá-los na construção civil. O motivo? Crescem rápido e são baratos e incrivelmente fortes. Se tudo der certo, no futuro teremos casas e edifícios mais resistentes a desastres naturais, muito mais baratos e com impacto ambiental reduzido. (Fonte: MIT News)

Em 2018 a PUCPR será o cenário de novas descobertas

O novo curso de Engenharia de Materiais e Nanotecnologia da PUCPR tem uma proposta com foco único no sul do Brasil. Conheça os diferenciais e os motivos para cursá-lo no vídeo disponibilizado abaixo.